A partir da leitura realizada, posso afirmar
que todo o texto, leva nos a refletir sobre o papel que desempenhamos enquanto educadores e principalmente
a cerca do trabalho de inclusão que desenvolvemos na Sala de Recursos
Multifuncional através do Atendimento Educacional Especializado. Assim sendo, o
texto nos mostra que precisamos ter plena consciência de que a pessoa com
deficiência, possui potenciais que devem ser estimulados, deixando de priorizar
o que ela não pode ou não consegue fazer.
Dessa forma, na atual realidade há um novo olhar para a Educação que
propõe e obriga as escolas a receberem todos os alunos, seja ele com ou sem
deficiência, afinal somos iguais nas nossas diferenças. Outro sim, o AEE é
construído a partir do estudo de caso de cada aluno atendido, partindo
inicialmente do contato com a família, de uma investigação para entender o
processo de desenvolvimento da criança para conhecê-la e, a partir daí
estruturar o projeto de trabalho a ser desenvolvido com a mesma. Além da
família é importante estabelecer parcerias com todos os envolvidos na vida
cotidiana do aluno.
Entretanto, para
desenvolver o trabalho do AEE é necessário que o professor não se sinta preso a
“modelos”, pois os casos não são homogêneos, ao contrário, na Sala de Recursos Multifuncionais,
nunca encontraremos casos iguais. Em consequência,
cada aluno tem sua maneira de desenvolvimento, por isso, há a necessidade de construção do plano de AEE
individualizado. O AEE, compreende a pessoa e não a sua deficiência, e oferece
ferramentas para novas descobertas, assim vai-se ampliando o seu repertório de habilidades,
descobertas e ideias, a espera da superação dos obstáculos. Assim, podemos
fazer relação do senhor Palomar aos educadores do AEE, pois ambos se apresentam
como pessoas que sabem que precisam mudar sua postura diante da realidade e que
almejam realizar trabalhos voltados para que todas as pessoas sejam livres e
respeitadas na sociedade em que fazem
parte, e principalmente possam viver
ativamente como indivíduo sociável.
Portanto, é preciso
compreender que o modelo citado por Ítalo Calvino como padrão e a
homogeneização de moldes em si, devem ser banidos de nossa prática diária, pois
a escola verdadeiramente inclusiva é aquela na qual seus alunos constroem o seu
próprio conhecimento, através de suas potencialidades e das suas capacidades,
sempre tendo o direito de expor suas ideias.
“A
escola tem que ser esse lugar em que as crianças tem a oportunidade de ser elas
mesmas e onde as diferenças não são escondidas, mas destacadas.” (Mantoan)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CALVINO, Ítalo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.
ROPOLI, Edilene Aparecida
[et.al.], A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola
comum inclusiva. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação
Especial, v1, 2010.





